3.1.10

Radio Veneti nel Mondo



Transmitindo diretamente de Gambellara (VI) encontramos a Radio Veneti nel Mondo, toda em língua vêneta e dedicada aos vênetos esparsos pelo mundo. Ela só é encontrada pela internet.

Fonte:Federação Vêneta La Piave FAINORS
Foto: página web da rádio


19.12.09

A Presença dos Vênetos no Paraná



A então Província do Paraná foi fundada em 19 de Dezembro de 1853, com o seu desmembramento da Província de São Paulo. A colonização vêneta do Paraná teve grande incremento com a formação da Colônia Nova Itália, no município de Morretes, da Colônia Antonio Prado, fundada em 1866, da Colônia Alexandra em 1877, da Colônia Alfredo Chaves (hoje o município de Colombo) em 1866 e a de Antonio Rebouças, fundada em 1888. Após a falência das colônias localizadas no litoral paranaense, em especial da Colônia Nova Itália, grande parte dos seus habitantes se transferiram para Curitiba, encontrando espaço nas novas colônias que se estabeleciam em torno da capital paranaense, principalmente a Colônia Dantas (hoje bairro Água Verde) e Colônia de Santa Felicidade (hoje tradicional bairro gastronômico com o mesmo nome). Estas novas colônias, em torno da capital, ao contrário daquelas primeiras localizadas no litoral, eram vizinhas a um grande centro consumidor e baseadas na pequena propriedade. Tiveram logo um rápido desenvolvimento devido principalmente à produção agrícola de hortaliças e frutas, além de outros produtos alimentícios e serviços, que eram comercializados diretamente pelos produtores, tendo ali encontrado uma terra fértil e um clima mais ameno, muito parecido com aquele das suas cidades de origem no Vêneto.

Fonte: Arquivos da Federação Vêneta La Piave FAINORS
Dr. Luiz Carlos B. Piazzetta - Erechim RS Brasil

15.10.09

Curitiba, destino da maioria dos imigrantes vênetos no Paraná

Com a falência dos projetos coloniais localizados no litoral paranaense, a capital Curitiba atraiu a grande maioria dos imigrantes que vieram se instalar nas novas colônias formadas ao redor da cidade. Diversos foram os fatores que impediram o progresso daquelas colônias litorâneas, sendo que os principais foram: desorganização administrativa nas colônias; assentamentos em locais inadequados, com terrenos arenosos localizados em zonas propensas a enchentes; calor úmido, típico da região, que muito dificultava à adaptação dos colonos a nova terra; moradias precárias condições e falta de higiene nos barracões; locais na maioria úmidos, infestados por muitos tipos insetos e parasitas desconhecidos dos imigrantes que provocavam doenças e desconfortos, tais como mosquitos e bicho-de-pé que causavam grandes sofrimentos aqueles pioneiros; insistência no plantio de culturas tradicionais européias não recomendadas para a região; finalmente o principal, a falta de mercado consumidor próximo para escoar os produtos agrícolas colhidos. Assim, com o passar do tempo, aprendendo com os tropeiros que desciam com as tropas de mulas com destino a Morretes e ao Porto de Paranaguá, ficaram sabendo da existência de uma vila com terras melhores situadas ao redor de onde é hoje a capital do Estado. Assim, em ritmo cada vez maior, o êxodo foi aumentando em direção às terras férteis do planalto paranaense local onde o clima também era muito mais parecido com aquele que deixaram no Vêneto. A subida da Serra do Mar foi pela realizada pela Estrada da Graciosa, a pé e em carroças, e que durava alguns dias. Ao que se sabe o governo da província não dificultou este grande deslocamento de imigrantes para a capital da Província do Paraná, tendo pelo contrário na maioria dos casos os ajudado com transporte em carroças.

Fonte: Arquivos da La Piave FAINORS Federação Vêneta
Dr. Luiz Carlos B. Piazzetta
Erechim RS Brasil

14.5.09

Sobrenomes Italianos e Vênetos na Linha Palmeiro RS

Sobrenomes (cognomi) italianos e vênetos na Linha Palmeiro, uma das principais vias de comunicação no início da colonização italiana no Rio Grande do Sul, que ligava a Colônia Dona Isabel (Bento Gonçalves) a Nova Vicenza (Farroupilha). Os sobrenomes aqui estão em ordem alfabética e não levando em conta o número do lote que ocupavam. Também muitos sobrenomes se repetem na lista pelo número do lote, quando vários núcleos familiares ocupavam os seus respectivos lotes. Também em alguns destes foram assentadas mais de uma família devido a enorme área de terra que tinham. Assim encontramos os sobrenomes: Adosco, Agnoletto, Agosti, Alberti, Antiga, Arboit, Arnoldi, Arsego, Bacin, Balbinote, Balbinotti, Barppi, Bartelli, Bartuci, Basei, Baso, Bassani, Bassi, Battistuzzi, Bellaver, Belluchi, Benvenuto, Bernardi, Bernardo, Bertuol, Bertuoli, Bertuolo, Bezzi, Bianchi, Biason, Biasus, Bonelli, Bongo, Bortolazi, Brustolin, Bunetta, Buratti,Bustolin, Cadona, Cainei, Canelli, Cantere, Canton, Carli, Carlin, Carnier, Cartieri, Casa Grande, Casagrande, Casanova, Cassol, Cassoli, Cavaleri, Cavaletti, Centa, Checonelle, Chiaconelli, Chiconello, Cilochi, Colere, Colombelli, Colonezi, Coloto, Comiotto, Conti, Cortina, Costacurta, Crestani, Cusin, Cuzzo, Dacos, Dalaqua, Dalberti, Dalberto, Dall´Agnol, Dallacen, Dallaqua, Dallarin, Dalldat, Dalmagro, Dalmazo, Dalpiva, Dalpizo, Dalponti, Dalvisco, Damarchi, Damiani, Damo, Dargolla, Darri, Dartor, Dassoler, De Luccas, De Maman, De Zorzi, Debarba, Debona, Decesere, Delazin, Delfabro, Dellosbe, Deparis, Dersodio, Desvaldi, Devilla, Dinardi, Domatteu Domenegatti, Domenegatto, Donada, Dorgi, Fabiani, Fabiano, Fachi, Fachio, Fai, Falgatti, Faoro, Faotto, Ferrari, Fiori, Fiurentina, Fochi, Fontanella, Foresti, Frà, Franceschi, Franceschini, Franceschito, Francesco, Francescon, Frandaloso, Fuzari, Gairdo, Galapaci, Galli, Gallina, Gasparin, Gasparini, Ghedini, Giaboti, Giacomel, Giron, Globo, Gobbi, Grando, Granville, Isordi, Isotton, Lamanata, Lanfredi, Lerin, Lira, Lodi, Lombardi, Lonardi, Lucavva, Macoli, Madalozzo, Madurano, Magagnin, Magnani, Magnoli, Mancalosi, Maregia, Marengon, Marin, Marini, Matteu, Mazzelino, Menegotto, Menegrini, Menin, Menta, Merlin, Milanezi, Mioni, Mognoli, Molin, Molinetti, Mulinari, Niquili, Noal, Oldoni, Olivier, Osvaldo, Pagnozatto, Pallude, Panassioli, Panazzolo, Pandolfi, Pasa, Pechin, Perdo, Perlina, Perozzo, Pezzin, Pialho, Pianna, Picolo, Pierri, Pilla, Poletti, Raimondi, Regali, Resera, Ricini, Rizzo, Ros, Marino, Rosarolli, Rossi, Rostirol, Rozzi, Saboti, Sachelli, Sachetti, Salangna, Salatini, Salvador, Sarini, Sarzi, Savario, Savaris, Sbardelotto, Scarton, Sculario, Sebben, Selotti, Serafino, Sertorio, Serttorio, Sineiro, Spolti, Spotti, Squena, Sterzzi, Strapazzon, Sumacal, Tabaldi, Tigarolli, Tomasini, Tonette, Tonietto, Torrini, Tremeio, Troici, Turbian, Under, Valdanega, Valério, Vasseler, Venzon, Vicentino, Viessel, Viessi, Zancanor, Zanella, Zanim, Zanin, Zanol, Zanoli, Zatte, Zomita, Zucchi, Zucco.

Fonte: Arquivos da La Piave FAINORS Federação Vêneta
Erechim RS Brasil

Linha Palmeiro: o caminho dos imigrantes italianos entre Bento Gonçalves e Farroupilha no RS

No início da colonização italiana na Serra Gaúcha as famílias eram assentadas em grandes lotes separados pelas chamadas linhas e travessões, que permitiam o acesso livre entre eles. Desde os primeiros tempos constatou-se a necessidade de estradas para possibilitar o escoamento da produção e a sua comercialização, atingindo os centros consumidores. A chamada Linha Palmeiro, nome dado em homenagem ao engenheiro que realizou a demarcação dos lotes, foi uma das mais antigas vias coloniais do Rio Grande do Sul. Tinha uma extensão de 28 Km e em todo o seu comprimento foram demarcados 200 lotes de terra logo ocupados pelo emigrantes italianos. Esta importante via começava na localidade conhecida por Barracão, na então Colônia Dona Isabel, hoje município de Bento Gonçalves, onde ficava o lote de número 1 e se entendia até a Colônia Nova Vicenza, hoje Farroupilha, com o lote de número 200. Em toda a sua extensão, de acordo com um censo realizado em 1883, dava conta que todos os lotes já estavam ocupados, alguns por mais de uma família, devido a grande área disponível em cada um. Ainda o mesmo censo desse ano relata que nela estavam vivendo 1938 pessoas. A Linha Palmeiro, pela sua importância, foi palco de importantes passagens da história da colonização italiana do Rio Grande do Sul. Entre elas a morte de Don Domenico Munari, pároco daqueles pioneiros, falecido no ano de 1878, aos 39 anos de idade, na altura do lote 79. Don Domenico, tinha sido pároco de Fastro, Arsiè, Provincia de Belluno e emigrou para o Brasil em 1876, via Porto de Bordeaux, juntamente com um grande grupo de seus paroquianos, em uma acidentada viagem oceânica a bordo de um veleiro norueguês que naufragou logo na saída, ainda nas costas da França. Também na Linha Palmeiro aconteceu a criação da Capela de N. S. de Caravaggio, no lote 139, hoje Santuário, marcou a vida daquela população.

Fonte: Arquivos da La Piave FAINORS Federação Vêneta
Erechim RS Brasil

11.4.09

Erechim o Campo Pequeno dos birivas e dos imigrantes vênetos





Erechim, ou mais corretamente Erexim, fazia parte do vasto município de Passo Fundo, um dos maiores do Estado, que ia desde Carazinho até Marcelino Ramos. Seu nome vem da língua dos índios Caingangues que habitavam o local e quer dizer “Campo Pequeno”. Birivas era o nome dado por esses mesmos índios aos estrangeiros, os poucos brancos que conheciam e que habitavam aquelas terras. Até o ano de 1910 Erechim era o 7º Distrito de Passo Fundo e a sede se localizava no povoado de Capo-Erê. A partir desta data passou então a fazer parte do 8º Distrito de Passo Fundo e tinha a sede na Colônia Erechim, hoje município de Getúlio Vargas. A atual cidade de Erechim na época chamada de Paiol Grande era uma densa floresta, quase desabitada, coberta de araucárias e outras árvores centenárias, onde se abrigavam alguns poucos descendentes de antigos bandeirantes, alguns foragidos da justiça, bandoleiros e fugitivos da revolução de 1893. O nome Paiol Grande deveu-se a uma antiga construção, que servia de depósito de erva-mate, localizada nas vizinhanças do atual Desvio Giaretta. A demarcação das terras teve início ainda em 1904 com os trabalhos de abertura e construção da Estrada de Ferro ligando Santa Maria a Marcelino Ramos. O crescimento de Erechim foi muito rápido com a chegada, já a partir de 1918 quando o município foi oficialmente fundado, de uma grande quantidade de italianos, dos quais a grande maioria era composta de vênetos, principalmente provenientes das chamadas “terras velhas”, como Caxias, Bento Gonçalves, Garibaldi, Alfredo Chaves, Guaporé, entre outras. Essas, com a chegada de milhares de imigrantes e em seguida os seus filhos, fizeram com que as primeiras colônias se vissem rapidamente lotadas e logo houve a necessidade de procurar novos locais para se estabelecer. Foi o que aconteceu em Erechim e na atual Região do Alto Uruguai, também conhecidas como as “terras novas”, que receberam os descendentes dos primeiros imigrantes vênetos que chegaram ao Brasil.

Fonte: Arquivos da La Piave FAINORS Federação Vêneta - Erechim RS
Dr. Luiz Carlos B. Piazzetta

10.4.09

Os Capitéis – uma antiga tradição de fé da zona rural







Outrora muito comuns por toda a zona rural da região do Vêneto, os capitéis surgiram aqui no Rio Grande do Sul já nos primeiros anos da imigração italiana e vêneta. Foram a expressão da religiosidade dos imigrantes na nova terra. Os capitéis foram a solução encontrada para suprir as necessidades nos primeiros anos na nova terra. Não possuiam recursos para construir uma capela ou uma igreja. Eram pequenos oratórios devocionais construídos à beira da estrada, uma tradição rural dos imigrantes provenientes da Região do Vêneto. No início eram de construção em madeira rústica e mais tarde surgiram também em alvenaria. Geralmente mandados erigir por alguma família, ou conjunto de famílias, e às vezes pela própria comunidade, para agradecer alguma graça recebida ou como proteção de todos. Nos capitéis rezava-se semanalmente o terço, se faziam os tríduos e as novenas, assim como se realizavam as festas do padroeiro. Com o passar dos anos, alguns foram se transformando em capelas que podem ainda ser vistas. Entretanto nos dias de hoje, se bem que não com as mesmas finalidades e significados de antigamente, ainda podemos encontrá-los, sobretudo pela zona rural da imigração italiana e veneta do Rio Grande do Sul, preservados como uma forma de recordação do nosso passado coletivo.

Fonte: Arquivos da La Piave FAINORS Federação Vêneta - Erechim RS
Dr. Luiz Carlos B. Piazzetta

8.4.09

Barracão de Val de Buia – o triste início da 4ª Colônia



Após o êxito alcançado com as três primeiras colônias italianas no RS: Conde D´Eu, Dona Isabel e Caxias, o governo provincial da Província de São Pedro do Rio Grande do Sul passou a criação da Colônia de Silveira Martins, vizinha a cidade de Santa Maria da Boca do Monte, depois conhecida como 4º Colônia. A primeira leva de imigrantes italianos, composta por aproximadamente 100 famílias, chegou a esta colônia por volta da primavera de 1877, ficando hospedados no Barracão de Val de Buia. A chegada dessa primeira leva coincidiu com a saída as pressas dos imigrantes eslavos que os antecederam – russos e poloneses – que abandonavam o local para se dirigir a Porto Alegre com destino ao Paraná. Esses emigrantes não resistiram às precárias condições do barracão e tendo ceifadas muitas vidas, devido várias epidemias, decidiram abandonar definitivamente as instalações. Logo vieram as demais levas de italianos e vênetos provenientes de Porto Alegre, os quais subindo o rio Jacuí, desembarcavam em Rio Pardo e, depois de um sem número de sofrimentos, a pé e em carroças de bois, alcançaram o local onde se encontrava o barracão que os devia hospedar temporariamente em Val de Buia, até a demarcação final dos lotes pela Comissão do Governo Imperial. Devido o moroso trabalho dessa comissão de demarcação e a sempre contínua chegada de novos imigrantes, que compunham as demais levas, o número daquela população rapidamente atingiu a cifra de aproximadamente 1000 pessoas, que era a soma das quatro levas, que esperavam a sua colocação nos lotes a eles destinados. O chamado barracão, que devia hospedar os recém-chegados, nada mais era que um pavilhão de grandes proporções, sem divisórias internas, sem privacidade, construído em madeira bruta lascada, coberto por folhas de palmeira, com muitas frestas nas paredes e chão de terra batida. A promiscuidade, a falta de higiene e a péssima alimentação disponível serviram de combustível que fez eclodir no local uma violenta, rápida e letal epidemia de doença infecto-contagiosa, aproximadamente entre os meses de maio e julho de 1878. Em pouco tempo as mortes já se sucediam num ritmo tão rápido que não dava mais tempo para a confecção de caixões que proporcionasse um enterro digno. Os enterros eram feitos com o corpo envolto em lençóis diretamente na terra. Muitas foram as famílias vênetas atingidas, algumas chegando a perder quase todos os seus membros. Acredita-se, de acordo com historiadores, que tenham morrido no local, em poucas semanas, mais de 300 imigrantes.

Fonte: Arquivos da La Piave FAINORS Federação Vêneta - Erechim RS
Dr. Luiz Carlos B. Piazzetta

28.3.09

Alguns jogos dos imigrantes vênetos no Brasil




Em geral os imigrantes vênetos ao chegarem Brasil tinham poucos momentos para diversão, mas, com o passar do tempo foram, aos poucos, introduzindo aqueles jogos tradicionais das suas províncias de origem e também assimilaram outros tantos comuns aos imigrantes italianos. Assim, entre os jogos preferidos estava a mora, conhecido e rápido jogo que exige dos contendores além de ligeireza mental a capacidade de saber fazer contas. Era um jogo muito conhecido e praticado em todo o Vêneto, tanto nas festas religiosas como nas osterias. O baralho, com seus vários tipos e formas de jogar, era outro passatempo predileto dos imigrantes Vênetos nos filós e nas tarde de domingo, quando se concediam um período de descanso da lide diária. Entre as formas de jogo de baralho mais conhecidas estão: bisca, três sete, quatrilho, escova e mais tarde truco, entre outros. Um outro esporte muito difundido nas colônias de imigrantes italianos e vênetos em particular, o jogo de bochas foi sem dúvida um dos mais populares, reunindo, principalmente nas tardes de domingo, dezenas de jogadores, e outro tanto de assistentes, em volta das canchas quase sempre localizadas junto a capela das comunidades. Outra forma de diversão muito difundida foi o jogo do cinquilho, quase sempre presente nas festas das capelas onde os jogadores disputavam um premio.

Fonte: Arquivos da La Piave FAINORS Federação Vêneta - Erechim RS
Dr. Luiz Carlos B. Piazzetta

9.12.08

Don Angelo Cavalli e os Emigrantes Italianos na Província do Paraná

No Arquivo Público do Paraná encontramos registro dos sobrenomes de um grande número de imigrantes italianos, a quase maioria composta de vênetos, que foram recrutados e vieram com o Padre Angelo Cavalli para a Província do Paraná no ano de 1877. Eles chegaram ao Estado através do Porto D. Pedro II, em Paranaguá, nos dias 15 a 17 de Novembro deste mesmo ano, destinados à Colonia Nova Itália, em Morretes. Trata-se de quase 800 emigrantes italianos que possuiam contrato de emigração e destinação definida. Alguns anos mais tarde, com o falimento do projeto Colônia Nova Itália, a maioria deles subiu a Serra do Mar e se fixou nas várias colônias em formação nos arredores de Curitiba, entre elas a Colônia Dantas, atual Bairro da Água Verde. Na longa relação com todos os nomes, vamos relacionar somente os sobrenomes, os quais, as vezes, identificavam mais de um grupo familiar. Assim nesses dias chegaram as famílias: Accordi, Alberti, Ambrosi, Andreatta, Arcot, Bassani, Basso, Battaglia, Bazza, Bernardino, Bertopetto, Bobbato, Bonato, Bonin, Bonturio, Busato, Caliari, Carazzai, Carrozai, Casagrande, Cativelli, Cavallari, Cavalli, Cavarzin, Ceccon, Cemin, Ceremin, Chemenazzo, Cicanto, Cocchinel, Conte, Costa, Dagostin, Dalazuanna, Daldin, Dalla Zuana, Diapaolo, Disegna, Dolta, Dondeo, Ferronato, Fracaro, Fracarolli, Gabardo, Generini, Gianesin, Giuliani, Grando, Guarise, Guernesini, Lavaro, Lazzaroto, Leonardi, Lusardi, Maestrello, Marchiori, Marconcini, Mareschi, Martin, Martini, Menegato, Mattani, Menon, Migianlaro, Mingleti, Mocellin, Mocellin, Moletta, Moreschi, Mosele, Motin, Motin, Nicoli, Nodari, Panzarim, Pasi, Pasinato, Pieroboni, Polati, Poli, Pomparollo, Pontarollo, Pracaro, Razzolin, Riva, Roza, Sarchetti , Sartore, Sasso, Scamagnotte, Scamoncini, Scopel, Scremin, Settin, Signoretti, Spoladore, Strapasson, Tasca, Tessari, Todeschini, Tomasi, Tosin, Trevensoli, Vittorazzo, Volpe, Zaffari, Zanon, Zanoni, Zem, Zuelle.

Fonte: Arquivos da La Piave FAINORS Federação Vêneta
Dr. Luiz Carlos B. Piazzetta

8.12.08

Colônia Dantas ou Água Verde - sobrenomes italianos e vênetos em Curitiba Paraná

O grande bairro curitibano da Água Verde se chamava de Colônia Dantas, no início da colonização italiana na cidade, no final do século XIX. Dezenas de famílas italianas, na sua grande maioria de origem vêneta, se instalaram no local, muitos após passarem um difícil período nas colônias formadas no litoral paranaense, localizadas em torno de Paranaguá e Morretes, como as Colônias Nova Itália e Alexandra, esta última mais antiga. Assim, as famílias nominadas abaixo foram as que povoaram a Colônia Dantas e que com seu trabalho deram lugar ao aprazível e rico bairro da Água Verde de hoje. A seguir, nomes de famílias pioneiras que se estabeleceram no local por volta de 1879, data que encontramos a primeira referência a esta colônia italiana nos arredores de Curitiba. Alguma lá permaneceram por pouco tempo, indo se fixar em outras colônias italianas então em formação em Curitiba ou em cidades vizinhas como Colombo (se chamava de Colônia Alfredo Chaves), Umbará, Santa Felicidade, Piraquara (Colônia Santa Maria do Novo Tirol). As famílias pioneiras: Alberti, Alessandrini, Andreoli, Andretta, Antonietti, Antonietto, Baggio, Baglioli, Baptista, Baronti, Barusso, Bassan, Bassani, Basso, Beghetto, Belinari, Belon, Benedetti, Benetello, Berno, Bertoli, Bertollini, Bettega, Bizotto, Bobbato, Bonilaure, Borsato, Bortoletto, Bot, Bozza, Bozzi, Bruneto, Brunetti, Buso, Buzzato, Cantorida, Cardon, Carnieri, Carraro, Casagrande, Castellano, Cavichiolo, Ceccato, Ceccon, Celli, Ceschin, Cemin, Colleone, Conte, Contogna, Cortadelli, Cortiano, Costa, Costacurta, Cunico, Dalazuana, Dalcol, De Carli, De Costa, De Cristiani, De Lazzari, De Mio, De Pauli, De Poli, Deconto, Demetrio, Denico, Derosso, Destefani, Dorigo, Fabris, Foltran, Fontana, Francechini, Fressatto, Fruet, Gabardo, Gagno, Giacomazzi, Gianini, Giovannoni, Girardi, Gottardi, Granatto, Grossi, Gusso, Guzzi, Honorio, Lanzoni, Lazarini, Lazzari, Lavorato, Lorenzi, Lazzarotto, Levorato, Lorenzi, Magrin, Maito, Maragno, Marchesini, Marchetti, Marchioro, Marcobon, Marcon, Marconi, Marello, Marodin, Marosin, Massolin, Massuci, Mattana, Meller, Melnai, Meneguzzo, Merlin, Micheletto, Moletta, Molinari, Moreschi, Motta, Nadalin, Nardino, Negrello, Orso, Pace, Pansolin, Parolin, Pasello, Pellissari, Percegona, Perfetti, Perolla, Piazetta, Piccoli, Pichette, Pierini, Pierobon, Pinton, Pizzato, Poitevin, Pontello, Pontoni, Postai, Prin, Razzolin, Rigoni, Rissetti, Romanel, Rossetto, Salsi, Sandri, Sartori, Scaramuzza, Schiavon, Scotti, Scremin, Scrocaro, Segalla, Senegaglia, Serafin, Solieri, Stevan, Stocco, Stofella, Tasca, Tedeschi, Tedesco, Thá, Tiepo, Thomaz, Todeschini, Tomazzi, Toniolo, Torquatto, Tortato, Tosin, Trevisan, Turin, Valente, Valentini, Vardanega, Veltorazzo, Vendrametto, Vendramin, Veronese, Vollatore, Zagonel, Zanardi, Zanardini, Zadnona, Zanetti, Zaniollo, Zanon, Zardo, Zilli, Zonta.


Fonte: Arquivos da La Piave FAINORS Federação Vêneta
Dr. Luiz Carlos B. Piazzetta

1.12.07

Cultura e Língua - Imigração Vêneta no RS

Quando os imigrantes italianos, e os vênetos a grande maioria, chegaram no Rio Grande do Sul, não tinham conhecimento do português, a língua oficial do Brasil. Também pouco conheciam a língua italiana, idioma oficial da Itália. Vivendo em núcleos isolados, criaram por muito tempo verdadeiras colônias estrangeiras dentro RS. Já falamos que os dialetos do norte da Itália que se destacaram, pela predominância de origem desses imigrantes, com presença de 88% do contingente aqui chegados foram os vênetos e os lombardos. Entre os vênetos predominaram os dialetos vicentino, feltrino-bellunese, trevisano e padovano. Entre aqueles lombardos tivemos os dialetos cremose, bergamasco, mantovano e milanese. Muito preocupados em se integrarem à variada comunidade local, nunca pretenderam conservar o dialeto da própria origem. Encontrando-se longe dos centros urbanos, esquecidos pelas autoridades competentes, emarginados socialmente, economicamente e geograficamente, para não morrerem culturalmente, desenvolveram a própria tadição cultural, em especial a religiosa e familiar. Usavam a língua de origem, os dialetos provinciais, propensos a desagregação na medida em que esses vários dialetos entravam em contato entre si. No início a cultura das colônias se concentrava intorno às igrejas ou capitéis, locais de encontro das diversas comunidades nos dias de festas e cerimônias religiosas. Alguns dialetos, por serem numericamente pouco representativos, desapareceram dentro da comunidade. Com o passar do tempo se fundiram os dialetos que não tinham afinidades formando grupos dialetais e aqueles que eram afins se influenciaram reciprocamente se fortalecendo acabando por predominar sobre os demais.


Dr. Luiz Carlos B. Piazzetta
Fonte: Arquivos da La Piave FAINORS Federação Vêneta

O dialeto vêneto sul-riograndense

Ainda falado e compreendido por mais de 1 milhão de pessoas no estado, o talian, ou dialeto vêneto sul-riograndense, é considerado hoje uma língua neo-latina, ao lado do português, espanhol, francês e italiano. Formada pela grande imigração italiana do norte da Itália, sobretudo pela maioria vêneta, que encontrou no Rio Grande do Sul uma nova pátria para viver. Esses pioneiros tiveram as primeiras dificuldades de comunicação linguística já no navio que os levava para o novo mundo. Na sua grande maioria eram analfabetos, ou semi-analfabetos, falavam somente nos seus dialetos regionais de origem, os quais as vezes muito diferentes entre si. Para a formação desta nova língua concorreram muitos fatores. Entre eles: o isolamento quase total, com pouco ou nenhum contacto com a língua portuguesa; a forma misturada como foram assentadas as famílias, sem critérios de proveniência ou modo de falar; a necessidade de contatos entre eles, os quais acarretavam encontros de pessoas com diferentes dialetos; os casamentos entre pessoas que falavam diferentes dialetos regionais; a vizinhança das suas terras e as estradas entre as colônias que favoreciam maiores contatos entre eles; e depois, em outra fase, o comércio de produtos da colônia e o contato com comunidades luso-brasileiras, com a aquisição de novas palavras e modos de dizer, em especial a nomenclatura de coisas e objetos novos (evolução da língua).

Dr. Luiz Carlos B. Piazzetta
Fonte: Arquivos da La Piave FAINORS Federação Vêneta.

Imigração Vêneta - o homem e o ambiente

Já dizia Émile Zola que "Não se pode separar o homem daquilo que o circunda, pois ele se completa através da sua indumentária, da sua casa, da sua cidade e do seu país. É a descrição do ambiente que determina e completa o homem". O homem só se torna completamente humano quando entra em contato com o mundo exterior.
Colocados no meio da floresta, em regiões longínquas e de difícil acesso, sem estradas e meios de locomoção, isolados da convivência com outros grupos, os imigrantes pioneiros se viram na contingência de fazer com as próprias mãos os seus utensílios e ferramentas de trabalho. Paralelamente foram desenvolvendo as atividades de artesanato, uma de arte que muito ajudou na nova vida, como forma de linguagem e meio através dos qual os recém-chegados transmitiam a sua compreensão da realidade que viviam tendo por base aquilo aprendido e trazido da terra natal. Uma enorme gama de novos materiais, culturas e maneiras de fazer foram aos poucos sendo incorporados à nova vida coletiva. Se na grande maioria eram iletrados, analfabetos ou semi-analfabetos, traziam consigo, de forma latente, inconsciente mesmo, a milenária cultura do povo vêneto, berço de cultura e arte desde o tempo da Sereníssima República de Veneza.

Dr. Luiz Carlos B. Piazzetta
Fonte: Arquivos da La Piave FAINORS Federação Vêneta

Colonização Italiana e Vêneta do RS

O Rio Grande do Sul foi uma terra disputada pelas coroas da Espanha e Portugal e a expansão da sua população teve o seu início com a chegada do século XVIII. Depois de muitos anos de cruentas lutas, a então Província foi delimitada e se deu início a sua colonização de forma sistemática. Assim no ano de 1824 chegaram os alemães e mais tarde, em 1875 as primeiras famílas de italianos. Tendo obtido bons resultados com as colônias alemãs, no ano de 1875 a província recebeu do Império as colônias Dona Isabel (mais tarde denominada de Bento Gonçalves) e Conde D'Eu (depois Garibaldi) destinadas a receberem imigrantes italianos em geral, sendo os vênetos que constituíram a grande maioria. Depois no Rio Grande do Sul foram criadas a Colônia Fundos de Nova Palmira, logo depois rebatizada como Colônia Caxias e a Colônia Silveira Martins. O primeiro grupo de imigrantes italianos chegou no Rio Grande do Sul em 1875 e se estabeleceu na Colônia Nova Palmira, no local chamado Nova Milano (hoje Farroupilha). Neste mesmo ano outros imigrantes italianos em geral e vênetos em particular se estabeleceram nas Colônias Conde D'Eu e Dona Isabel e já em 1877 na Colônia Silveira Martins, vizinho a atual cidade de Santa Maria.
Os imigrantes italianos que vieram para as novas colônias no Rio Grande do Sul proveniam, na sua quase totalidade, do norte da Itália (Vêneto, Lombardia, Trentino Alto Adige, Friuli Venezia Giulia, Piemonte, Emilia Romagna, Toscana, Liguria). Um dado estatístico nos revela que por zona de proveniência temos: Vênetos 54%, Lombardos 33%, Trentinos 7%, Friulanos 4,5% e os demais 1,5%. Como se pode ver os vênetos e os lombardos constituíram 88% dos imigrantes fixados na Província do Rio Grande do Sul. Os imigrantes italianos chamados para substituir mão de obra escrava, com o advento da abolição da escravidão no Brasil, rapidamente, em poucos anos os territórios à eles destinados para colonização, já estavam inteiramente ocupados, obrigando os que chegavam, e atmbém aos filhos dos pioneiros, a procurar novas terras distantes das primeiras colônias. Assim foram surgindo outras colônias, sempre com a predominância numérica dos vênetos: Alfredo Chaves, Nova Prata, Nova bassano, Antônio Prado, Guaporé e mais tarde, Vacaria, Lagoa Vermelha, Cacique Doble, Sananduva e Vale do Rio Uruguai, como Casca, Muçum, Tapejara, Passo Fundo, Getúlio Vargas, Erechim, Severiano de Almeida.

Dr. Luiz Carlos B. Piazzetta
Fonte: Arquivos da La Piave FAINORS Federação Vêneta

28.8.07

Festas das Colheitas nas Colônias Vênetas

O período no qual ocorriam as colheitas eram motivo de muita alegria no meio das comunidades rurais vênetas e italianas do Rio Grande do Sul. Entre os mais esperados o da vindima era aquele mais alegre, onde se festejava o vinho novo, também chamado de mosto.
A colheita do milho e do trigo também tinham as suas festa típicas e todos da vizinhança participavam do processo da trilhagem.

Fonte: Arquivos da La Piave FAINORS Federação Vêneta

18.4.07

O Filò na zona rural do RS


Entre os importantes hábitos sociais cultivados pelos imigrantes vênetos que colonizaram as terras gaúchas, estava o do "filò", que era um encontro fraternal entre os componentes de famílias vizinhas, que tinha início com o cair da noite, após uma jornada dura de trabalho no campo. Era um momento para o relaxamento e descontração, que unia jovens e velhos de ambos os sexos.

Este hábito, que foi trazido da Itália, servia como um momento de ajuda recíproca com a troca de informações pessoais e coletivas, de confidências e conselhos sobre a saúde, o andamento da plantação e das colheitas. Era o espaço em que se podia saber das novidades ocorridas com as famílias vizinhas, tanto as boas como também aquelas tristes.

Este encontro informal ocorria cada vez na casa de um vizinho, sempre nas estrebarias, junto com o gado, que com o seu calor aquecia o ambiente, assim como se fazia por séculos nas terras de origem, deixadas para trás com a emigração.

Cantavam se estavam alegres, jogavam, contavam histórias e ao mesmo tempo faziam pequenos trabalhos manuais, em que todos participavam. As mulheres, enquanto falavam, faziam cestas, bolsas, estas chamadas de "sporte" e chapéus com a palha entrelaçada - la dressa - para uso d família e também para serem vendidos no mercato mais próximo. Nos dias de inverno também faziam trabalhos com a lã, como o tricot ou remendavam as roupas da família. As moças que pretendiam se casar e aquelas já noivas, aproveitavam para fazer o próprio enxoval.

Sempre serviam-se alguma coisa para comer e beber, conforme a estação do ano. Cada família levava alguma coisa que podia e juntos dividiam alegremente.

O filó era também o momento esperado, em que os rapazes e moças travavam conhecimento e começavam furtuítos namoros, início da maioria dos casamentos daquela época.

O filó foi também a maneira encontrada pelas coletividades de imigrantes para, com o estar juntos reunidos, poderem mitigar o sofrimento e as saudades da terra natal, dos parentes e amigos deixados para trás com a radical mudança de vida causada pela emigração. Com esses encontros firmava-se cada vez mais o sentimento de pertencer a uma comunidade e isso criava as condições para a fixação e o enraizamento daqueles imigrantes. Juntamente com a forte e decisiva presença feminina, os filós muito concorreram para o sucesso alcançado pela imigração vêneta e italiana em solo gaúcho.

Dr. Luiz Carlos B. Piazzetta
La Piave FAINORS Federação Vêneta

7.4.07

Colônias Italianas no RS

Após a bem sucedida experiência de colonização alemã no Rio Grande do Sul, fundada em 1824, o governo imperial brasileiro iniciou um processo semelhante com imigrantes de origem italiana. Assim, em 1875, começaram a chegar, na província de São Pedro do Rio Grande do Sul, as primeiras famílias de imigrantes italianos, sendo que os vênetos constituiram-se no contingente mais numeroso, atingindo no final a percentagem de 54% do total dos italianos desembarcados no Estado.

Nessa época o Rio Grande do Sul ja contava com uma população de aproximadamente 400 mil habitantes e o governo provincial aproveitando a doação de terras, de acordo com a lei imperial de 1848, iniciou uma política imigratória, sendo a primeira província a fundar colônias com fundos próprios, podendo assim administrá-los por conta própria. Em 1875 iniciou a criação de quatro novos núcleos destinados ao assentamento de colonos imigrantes italianos.

Assim foram fundadas as Colônias de Dona Isabel e Conde D' Eu (logo mais conhecidas como Bento Gonçalves e Garibaldi respectivamente), a Colônia Fundos de Nova Palmira (depois rebatizada de Colônia Caxias) e a Colônia Silveira Martins, também conhecida como 4 Colônia, por ter sido o quarto núcleo de colonização italiana a ser criado no RS naquele período.

Breve estas quatro colônias pioneiras deram lugar a dezenas de municípios gaúchos. Temos então:
  1. Colônia Caxias deu origem a Caxias do Sul, Flôres da Cunha, Farroupilha e São Marcos;
  2. Colônia Dona Isabel formou Bento Gonçalves;
  3. Colônia Conde D' Eu originou Garibaldi e Carlos Barbosa;
  4. Colônia Silveira Martins deu origem as cidades de Silveira Martins, Vale Vêneto, Ivorá, Nova Palma, Faxinal do Soturno, São João do Polesine e Santa Maria.

A partir de 1884, uma vez totalmente ocupadas esses quatro núcleos pioneiros, foram sendo criadas outras colônias do outro lado do Rio das Antas e assim surgiram:

1. Colônia Antonio Prado, deu origem ao atual município de mesmo nome;
2. Colônia Alfredo Chaves, deu origem a Veranópolis, Nova Prata, Nova Bassano e Cotiporã;
3. Colônia Guaporé, origem dos municípios de Guaporé, Encantado, Muçum, Serafina Correa e Casca;
4. Colônia Encantado, originou os municípios de Encantado e Nova Brescia.

Aos poucos, essas colônias foram se expandindo cada vez mais, sempre em direção do Rio Uruguai, divisa com Santa Catarina. Foram surgindo novas colonias como: Tapejara, Getúlio Vargas, Erechim, Severiano de Almeida, Sananduva, Paraí, Nova Araçá, Ciríaco, Davi Canabarro, Marau, Anta Gorda, Ilópolis, Putinga, Arvorezinha, Ipê.

Fonte:

Dr. Luiz Carlos B. Piazzetta
Arquivos da La Piave FAINORS Federação Vêneta
Veneti in Rio Grande do Sul