Este espaço destina-se à divulgação da história da imigração vêneta para o Brasil. Foi idealizado e organizado pela La Piave FAINORS, federação vêneta com sede em Erechim, que representa dezenas de associações vênetas do norte e nordeste do Rio Grande do Sul.
1.6.11
3.1.10
Radio Veneti nel Mondo
19.12.09
A Presença dos Vênetos no Paraná

Fonte: Arquivos da Federação Vêneta La Piave FAINORS
Dr. Luiz Carlos B. Piazzetta - Erechim RS Brasil
15.10.09
Curitiba, destino da maioria dos imigrantes vênetos no Paraná
Fonte: Arquivos da La Piave FAINORS Federação Vêneta
Dr. Luiz Carlos B. Piazzetta
14.5.09
Sobrenomes Italianos e Vênetos na Linha Palmeiro RS
Fonte: Arquivos da La Piave FAINORS Federação Vêneta
Linha Palmeiro: o caminho dos imigrantes italianos entre Bento Gonçalves e Farroupilha no RS
Fonte: Arquivos da La Piave FAINORS Federação Vêneta
11.4.09
Erechim o Campo Pequeno dos birivas e dos imigrantes vênetos

Dr. Luiz Carlos B. Piazzetta
10.4.09
Os Capitéis – uma antiga tradição de fé da zona rural



Outrora muito comuns por toda a zona rural da região do Vêneto, os capitéis surgiram aqui no Rio Grande do Sul já nos primeiros anos da imigração italiana e vêneta. Foram a expressão da religiosidade dos imigrantes na nova terra. Os capitéis foram a solução encontrada para suprir as necessidades nos primeiros anos na nova terra. Não possuiam recursos para construir uma capela ou uma igreja. Eram pequenos oratórios devocionais construídos à beira da estrada, uma tradição rural dos imigrantes provenientes da Região do Vêneto. No início eram de construção em madeira rústica e mais tarde surgiram também em alvenaria. Geralmente mandados erigir por alguma família, ou conjunto de famílias, e às vezes pela própria comunidade, para agradecer alguma graça recebida ou como proteção de todos. Nos capitéis rezava-se semanalmente o terço, se faziam os tríduos e as novenas, assim como se realizavam as festas do padroeiro. Com o passar dos anos, alguns foram se transformando em capelas que podem ainda ser vistas. Entretanto nos dias de hoje, se bem que não com as mesmas finalidades e significados de antigamente, ainda podemos encontrá-los, sobretudo pela zona rural da imigração italiana e veneta do Rio Grande do Sul, preservados como uma forma de recordação do nosso passado coletivo.
Fonte: Arquivos da La Piave FAINORS Federação Vêneta - Erechim RS
8.4.09
Barracão de Val de Buia – o triste início da 4ª Colônia
Dr. Luiz Carlos B. Piazzetta
28.3.09
Alguns jogos dos imigrantes vênetos no Brasil
9.12.08
Don Angelo Cavalli e os Emigrantes Italianos na Província do Paraná
Fonte: Arquivos da La Piave FAINORS Federação Vêneta
Dr. Luiz Carlos B. Piazzetta
8.12.08
Colônia Dantas ou Água Verde - sobrenomes italianos e vênetos em Curitiba Paraná
1.12.07
Cultura e Língua - Imigração Vêneta no RS
Dr. Luiz Carlos B. Piazzetta
O dialeto vêneto sul-riograndense
Dr. Luiz Carlos B. Piazzetta
Imigração Vêneta - o homem e o ambiente
Dr. Luiz Carlos B. Piazzetta
Colonização Italiana e Vêneta do RS
Dr. Luiz Carlos B. Piazzetta
28.8.07
Festas das Colheitas nas Colônias Vênetas
A colheita do milho e do trigo também tinham as suas festa típicas e todos da vizinhança participavam do processo da trilhagem.
Fonte: Arquivos da La Piave FAINORS Federação Vêneta
18.4.07
O Filò na zona rural do RS
Entre os importantes hábitos sociais cultivados pelos imigrantes vênetos que colonizaram as terras gaúchas, estava o do "filò", que era um encontro fraternal entre os componentes de famílias vizinhas, que tinha início com o cair da noite, após uma jornada dura de trabalho no campo. Era um momento para o relaxamento e descontração, que unia jovens e velhos de ambos os sexos.
Este hábito, que foi trazido da Itália, servia como um momento de ajuda recíproca com a troca de informações pessoais e coletivas, de confidências e conselhos sobre a saúde, o andamento da plantação e das colheitas. Era o espaço em que se podia saber das novidades ocorridas com as famílias vizinhas, tanto as boas como também aquelas tristes.
Este encontro informal ocorria cada vez na casa de um vizinho, sempre nas estrebarias, junto com o gado, que com o seu calor aquecia o ambiente, assim como se fazia por séculos nas terras de origem, deixadas para trás com a emigração.
Cantavam se estavam alegres, jogavam, contavam histórias e ao mesmo tempo faziam pequenos trabalhos manuais, em que todos participavam. As mulheres, enquanto falavam, faziam cestas, bolsas, estas chamadas de "sporte" e chapéus com a palha entrelaçada - la dressa - para uso d família e também para serem vendidos no mercato mais próximo. Nos dias de inverno também faziam trabalhos com a lã, como o tricot ou remendavam as roupas da família. As moças que pretendiam se casar e aquelas já noivas, aproveitavam para fazer o próprio enxoval.
Sempre serviam-se alguma coisa para comer e beber, conforme a estação do ano. Cada família levava alguma coisa que podia e juntos dividiam alegremente.
O filó era também o momento esperado, em que os rapazes e moças travavam conhecimento e começavam furtuítos namoros, início da maioria dos casamentos daquela época.
O filó foi também a maneira encontrada pelas coletividades de imigrantes para, com o estar juntos reunidos, poderem mitigar o sofrimento e as saudades da terra natal, dos parentes e amigos deixados para trás com a radical mudança de vida causada pela emigração. Com esses encontros firmava-se cada vez mais o sentimento de pertencer a uma comunidade e isso criava as condições para a fixação e o enraizamento daqueles imigrantes. Juntamente com a forte e decisiva presença feminina, os filós muito concorreram para o sucesso alcançado pela imigração vêneta e italiana em solo gaúcho.
7.4.07
Colônias Italianas no RS
Nessa época o Rio Grande do Sul ja contava com uma população de aproximadamente 400 mil habitantes e o governo provincial aproveitando a doação de terras, de acordo com a lei imperial de 1848, iniciou uma política imigratória, sendo a primeira província a fundar colônias com fundos próprios, podendo assim administrá-los por conta própria. Em 1875 iniciou a criação de quatro novos núcleos destinados ao assentamento de colonos imigrantes italianos.
Assim foram fundadas as Colônias de Dona Isabel e Conde D' Eu (logo mais conhecidas como Bento Gonçalves e Garibaldi respectivamente), a Colônia Fundos de Nova Palmira (depois rebatizada de Colônia Caxias) e a Colônia Silveira Martins, também conhecida como 4 Colônia, por ter sido o quarto núcleo de colonização italiana a ser criado no RS naquele período.
Breve estas quatro colônias pioneiras deram lugar a dezenas de municípios gaúchos. Temos então:
- Colônia Caxias deu origem a Caxias do Sul, Flôres da Cunha, Farroupilha e São Marcos;
- Colônia Dona Isabel formou Bento Gonçalves;
- Colônia Conde D' Eu originou Garibaldi e Carlos Barbosa;
- Colônia Silveira Martins deu origem as cidades de Silveira Martins, Vale Vêneto, Ivorá, Nova Palma, Faxinal do Soturno, São João do Polesine e Santa Maria.
A partir de 1884, uma vez totalmente ocupadas esses quatro núcleos pioneiros, foram sendo criadas outras colônias do outro lado do Rio das Antas e assim surgiram:
1. Colônia Antonio Prado, deu origem ao atual município de mesmo nome;
2. Colônia Alfredo Chaves, deu origem a Veranópolis, Nova Prata, Nova Bassano e Cotiporã;
3. Colônia Guaporé, origem dos municípios de Guaporé, Encantado, Muçum, Serafina Correa e Casca;
4. Colônia Encantado, originou os municípios de Encantado e Nova Brescia.
Aos poucos, essas colônias foram se expandindo cada vez mais, sempre em direção do Rio Uruguai, divisa com Santa Catarina. Foram surgindo novas colonias como: Tapejara, Getúlio Vargas, Erechim, Severiano de Almeida, Sananduva, Paraí, Nova Araçá, Ciríaco, Davi Canabarro, Marau, Anta Gorda, Ilópolis, Putinga, Arvorezinha, Ipê.
Fonte:
Dr. Luiz Carlos B. Piazzetta
Arquivos da La Piave FAINORS Federação Vêneta
Veneti in Rio Grande do Sul



